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Novembro 18, 2008

O futuro do jornal impresso por Telmo Flor

Arquivado em: Entrevista — jornalismocoletivo @ 3:09 am
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Matéria: Clarissa Madalozzo e Edimar Blazina
Foto: Uriel Gonçalves
Universidade: IPA

ed-0034Ele é diretor de redação do jornal mais antigo e tradicional de Porto Alegre, em 1986 trabalhou na Rádio Guaíba, até entrar no jornal impresso, o Correio do Povo, ambas as mídias pertenciam à família Caldas Jr. Em 2007, a mídia foi comprada pelo Grupo Record, mas antes da transferência, ele já assumia o comando ao se tornar o diretor de redação no ano de 1992, e que perdura até hoje. Ele é Telmo Borges Flor, do Correio do Povo.
Telmo concedeu uma entrevista para o Universo IPA, e abriu uma porta para os estudantes de jornalismo que sonham em estagiar, e quem sabe trabalhar, numa mídia, como a do Correio.  

Jornalismo Coletivo – Quanto a formatação do Correio do Povo – CP, ele é um jornal muito tradicional, com a compra pelo grupo Record se observam mudanças muito sutis na diagramação. Há um cuidado com o leitor, mais tradicional acostumando com o CP, por isso as mudanças são agregadas aos poucos?

Telmo Flor – Com certeza. Essa reforma gráfica vinha sendo gestada, e desejada, pela redação do CP já antes da compra. Na verdade o grupo Record permitiu que se implantasse o que já estava sendo pensado por nós. A definição do modelo foi decorrente de uma necessidade que nós, jornalistas, identificamos no mercado. Baseados nos jornais ingleses e americanos, principalmente, porque esses se desenvolveram muito nos últimos anos. As mudanças devem sim ser sutis, o jornal antes de tudo é habito, as pessoas se chocam se você começar a mudar todo o dia. Preservando essa ligação que as pessoas têm com o jornal que elas lêem todos os dias, pode-se sim fazer algumas mudanças.

Coletivo – Mesmo com as mídias como internet, blogs, agências de noticias web cada vez mais fortes, pode-se falar em vida longa para o jornal impresso?

Telmo – Eu espero e acredito que sim. O jornal impresso ainda é a forma mais eficiente de selecionar e organizar notícias para que as pessoas tomem conhecimento delas.

Coletivo – O CP organiza oficinas todos os anos para estudantes de jornalismo, como surgiu essa idéia de valorizar o estudante?

Telmo – Essas oficinas de surgiram a muitos anos em uma parceria com o grupo Habitasul, que fazia oficinas mais direcionadas a escritores. Nós gostamos da idéia, porque achávamos que valia a pena mostrar para a nova geração de jornalistas o que está sendo feito dentro do CP. Inclusive no inicio as oficinas eram estendidas a estudantes de qualquer área, até para quem quisesse optar pelo jornalismo ter ali uma chance de conhecer. Mas o numero é sempre limitado de participantes e deixava-se, assim, de oferecer uma oportunidade para estudantes de jornalismo em favor de pessoas que provavelmente não prosseguiriam na profissão. O grupo Habilitasul deixou a parceria, mas o CP decidiu manter, até porque há um carinho da redação com esse projeto.

Coletivo – O Correio não é aberto à contratação de estagiários, por quê?

Telmo – Nós fizemos um convênio com a PUC.  Até alguns anos não havia possibilidade de estágios em redações de jornais, o estágio legalmente dito, havia a necessidade de anuência do sindicato de jornalistas. Somente a atual gestão (do sindicato) anuiu aceitando um convênio com o CP e a PUC. Não há nada contra, é que não havia possibilidade legal.

Coletivo – Como as faculdades, como o IPA, podem chegar a ter um convênio com o CP?

Telmo – O primeiro passo é através do sindicato. Sem o sim do sindicato não há possibilidade de estágio, porque é através dele que será dado o contato com as empresas para a realização dos contratos. Tem que ser um processo muito transparente para não haver ocupação de vagas, tirando o lugar de profissionais, acredito que essa seja a preocupação do sindicato, mas está sendo superado.

 

1 Comentário »

  1. Boa entrevista.

    Comentário por JAQUIELIO — Novembro 18, 2008 @ 12:00 pm | Responder


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