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Novembro 22, 2008

Alerta vermelho?

Arquivado em: Artigo, Economia — jornalismocoletivo @ 4:17 am
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Desequilibrio no capital mundial

Desequilíbrio no capital mundial

Artigo: Clarissa Madalozzo
Universidade: IPA
Foto: Divulgação

A economia mundial vive uma crise. Isso já se sabe, porém até onde o termômetro das bolsas de valores e dos nossos bolsos pode agüentar?

São diversas as especulações que giram em torno do momento mais vulnerável da economia mundial, essa que deu início em agosto de 2007, nos Estados Unidos.

Tudo começou pelo excesso de hipotecas no setor imobiliário: por terem baixos juros, o crédito imobiliário ficou mais fácil e grande maioria da população norte-americana conseguia facilmente empréstimos usando a sua casa como garantia. Com o tempo a conseqüência foi a dificuldade dos devedores em conseguirem pagar aos bancos o que deviam.

Com a inadimplência, todas essas dividas foram transformadas em títulos que foram vendidos a fundos de investimentos do mundo inteiro, acontece que, se os americanos não pagam, são os investidores que correm o risco de perderem o que aplicaram. E isso reflete nas bolsas do mundo, onde tudo é dólar.

Durante todo esse caos, surge o presidente Lula para acalmar os brasileiros que estavam se acostumando com o equilíbrio econômico nunca visto no país. Enquanto Lula incentivava as compras (fazendo o seu papel com o máximo de cuidado para não assustar o povo), os especialistas alertavam, alarmavam, opinavam dizendo: “O EUA está em recessão”. Foi difícil a ficha cair para os leigos, que assistiam sem entender o que acontecia no continente acima do nosso. “Não vão nos atingir, a nossa economia está consolidada, temos bilhões nas reservas internacionais do Brasil”, pensavam os esperançosos.

Mas o efeito dominó continuou, atingido também grandes potências econômicas, como á Europa, China, Japão e etc. Então o povo indagou: “E agora? O que será dos países emergentes?”. Empresas poderosas fecharam e outras dependiam da ajuda financeira de bancos ou parcerias para se manterem em pé.

Foi então que eles voltaram: especialistas, os professores de economia, o diretor do Banco Central, o seu Zé da padaria e opinadores de plantões. Cada um com medidas cautelosas para os consumidores, mas Lula gritava no outro lado do palanque pedindo que a população não deixasse de comprar, e evitassem as poupanças, pois é necessário fazer o “dim dim” circular para não gerar maior desemprego e estagnação econômica.

Mas como e em quem confiar?

O medo transformou os mais e menos receosos, que parecem não saber se investem ou escondem o money (dinheiro), em um cofre a sete chaves em suas casas evitando assim os bancos e juros.

O fato é que quanto mais se repete palavras como: recessão, desemprego, aumento de juros, deflação, crédito, bolha imobiliária… entre outras que acabam gerando palpitações e instabilidade no coração do mundo capital.

Enquanto o mundo se escabela, o circuit breaker das bolsas continuam de forma emocionante como num filme de terror.

Foi então que durante essa novela sem fim, um mendigo caminhava descalço nas ruas de Porto Alegre. Sem saber o que passa na turbulência econômica, ele cantarolava despreocupado em frente a uma vitrine de eletrodomésticos que exibia uma televisão de LCD, anunciando mais uma queda na bolsa da Bovespa. Ao terminar a notícia ele cantou: “Às vezes si, às vezes no”…

É meu povo, hora de dar às boas vindas a inflação!        

1 Comentário »

  1. Legal! Gostei

    Comentário por Gustavo — Novembro 27, 2008 @ 3:19 am | Responder


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