Matéria: Bruna Garbin e Clarissa Madalozzo
Universidade: IPA

O grupo Roupa Nova em frente ao Abbey Road Studios, em Londres. Ricardo Feghali é o primeiro à esquerda, no mais alto degrau da escadaria
O grupo carioca é mais do que conhecido no país. Surgiu na década de 70 e fez sucesso nos anos 80, que perdura até hoje. Parece estranho, mas o “Roupa Nova” mantém fieis os fãs dessa época e vem conquistando o público jovem.
Todo aspirante à jornalista já ouviu a seguinte frase: “é preciso estar no lugar certo e na hora certa”. E o Universo IPA vivenciou exatamente o que descreve a máxima do jornalismo. Num sábado quente e com céu azul, na pura casualidade de um encontro, estudantes do Jornalismo tiveram o prazer de conversar com o Ricardo Feghali, do Roupa Nova, poucas horas antes do show começar no Bourbon Country.
A simpatia e descontração da conversa revelaram um Ricardo, ou melhor, um Ricardinho jovial e bem humorado. Ele que atua tanto no teclado, quanto no piano, no violão e nos vocais, contou um pouco sobre o grupo e o último DVD lançado com nome: “Roupa Nova em Londres”. O DVD foi gravado no mesmo estúdio dos Beatles, o famoso Abbey Road Studios, e teve participação especial do grupo internacional Ben’s Brother. E é claro que a banda não deixou de reproduzir a imortal cena dos quatro Beatles enfileirados na faixa de pedestre.
Coletivo - Qual a agenda de vocês depois do show no Bourbon Country?
Ricardo Feghali – A gente faz aqui, depois o interior de São Paulo e partimos para o festival no Rio de Janeiro.
Coletivo - Como é tocar para o público gaúcho?
Ricardo - É muito bom, o pessoal daqui é muito receptivo e tem belas mulheres.
Coletivo - Quanto tempo levou para fazer a gravação do DVD em Londres?
Ricardo - No total foram 15 dias, pois a gente levou tudo pronto.
Coletivo - Eram brasileiros ou ingleses que produziram o DVD?
Ricardo - A diretora é daqui, a Joana Mazzucchelli. A equipe praticamente do Brasil, técnicos e produtores, equipe de câmeras, mas a atriz era inglesa.
Coletivo - O cenário das gravações no Abbey Road Studios foram vocês que criaram?
Ricardo - O cenário é próprio deles, teve toda uma iluminação especial com direção inglesa. Levamos a Joana que foi quem dirigiu o DVD.
Coletivo - Por que em um dos clipes tu apareces tocando com uma guitarra da Hello Kitty?
Ricardo - (risos) Sempre gostei de causar polêmica. O pessoal ficava zuando e pedindo pra eu pegar a guitarra da Hello Kitty e me mandavam levar pro palco, já imaginou você chegar ao show com uma guitarrinha de papelão rosa? Foi muito engraçado e divertido!
Coletivo - Fale um pouco sobre a gravação com a orquestra inglesa em uma das músicas?
Ricardo – Foi lindo! Gravamos com a orquestra Octeto de Cordas, eu chorei muito na gravação e em várias horas, não várias horas, mas em várias horas, pois não posso chorar várias horas seguidas (risos).
Coletivo - Qual é o custo de fazer esse tipo de gravação?
Ricardo - É caro, pois é uma equipe grande, ainda com hotel e comida para manter o pessoal. Não temos uma gravadora somos nós que bancamos todos os custos, mas é uma grana.
Coletivo - Como é ser recordista em trilhas sonoras nas novelas?
Ricardo - Para nós é bom se o personagem ficar em alta, por exemplo, o personagem da novela das nove que ficava com a atriz Juliana Paes, tinha uma trilha boa, mas agora o ator (Márcio Garcia) não faz mais par romântico com ela, o que faz com que a música caia, não estando mais em alta.
Coletivo - Essa historia de download não prejudica vocês?
Ricardo - A gente tem um público bacana bem fiel, que sempre compra os nossos discos. Não podemos cobrar os downloads, pois temos vários artistas que gravaram conosco, então teríamos que pagar os direitos autorais o que seria muito custo.
Coletivo - Como é a rotina do Roupa Nova?
Ricardo - Não temos tempo de fazer nada, ficamos o tempo todo viajando, mas graças a Deus fazemos muitos shows.
Coletivo - Qual a receita para continuar com esse sucesso?
Ricardo - Eu não falto nenhum show (risos). A gente não briga, não temos stress, nós falamos tudo na cara. Um faz uma coisa outro faz outra e vamos indo, é nossa vida. Eu por exemplo tenho as melhores idéias na madrugada, então levanto e vou anotando.
Coletivo - Tu se consideras um homem mulherengo?
Ricardo - Não me considero mulherengo, mas amo as mulheres, eu amo as mulheres em excesso.
Coletivo - E essa tatuagem no antebraço?
Ricardo - É a marca do Roupa Nova. Tenho ela há alguns anos, pois, na hora de pensar na marca, pedimos algo que tivesse seis pontas e que fosse ligado ao grupo, então ficou essa estrela.