Jornalismo Coletivo, onde tudo é pauta…

Maio 21, 2009

O veterano do Roupa Nova

Arquivado em: Entrevista — jornalismocoletivo @ 2:05 pm
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Matéria: Bruna Garbin e Clarissa Madalozzo 

Universidade: IPA

O grupo Roupa Nova em frente ao Abbey Road Studios, em Londres. Ricardo Feghali é o primeiro à esquerda, no mais alto degrau da escadaria

O grupo Roupa Nova em frente ao Abbey Road Studios, em Londres. Ricardo Feghali é o primeiro à esquerda, no mais alto degrau da escadaria

O grupo carioca é mais do que conhecido no país. Surgiu na década de 70 e fez sucesso nos anos 80, que perdura até hoje. Parece estranho, mas o “Roupa Nova” mantém fieis os fãs dessa época e vem conquistando o público jovem.

Todo aspirante à jornalista já ouviu a seguinte frase: “é preciso estar no lugar certo e na hora certa”. E o Universo IPA vivenciou exatamente o que descreve a máxima do jornalismo. Num sábado quente e com céu azul, na pura casualidade de um encontro, estudantes do Jornalismo tiveram o prazer de conversar com o Ricardo Feghali, do Roupa Nova, poucas horas antes do show começar no Bourbon Country.

A simpatia e descontração da conversa revelaram um Ricardo, ou melhor, um Ricardinho jovial e bem humorado. Ele que atua tanto no teclado, quanto no piano, no violão e nos vocais, contou um pouco sobre o grupo e o último DVD lançado com nome: “Roupa Nova em Londres”. O DVD foi gravado no mesmo estúdio dos Beatles, o famoso Abbey Road Studios, e teve participação especial do grupo internacional Ben’s Brother. E é claro que a banda não deixou de reproduzir a imortal cena dos quatro Beatles enfileirados na faixa de pedestre.

Coletivo - Qual a agenda de vocês depois do show no Bourbon Country?
Ricardo Feghali –
A gente faz aqui, depois o interior de São Paulo e partimos para o festival no Rio de Janeiro.

Coletivo - Como é tocar para o público gaúcho?
Ricardo -
É muito bom, o pessoal daqui é muito receptivo e tem belas mulheres.

Coletivo - Quanto tempo levou para fazer a gravação do DVD em Londres?
Ricardo -
No total foram 15 dias, pois a gente levou tudo pronto.

Coletivo - Eram brasileiros ou ingleses que produziram o DVD?
Ricardo -
A diretora é daqui, a Joana Mazzucchelli. A equipe praticamente do Brasil, técnicos e produtores, equipe de câmeras, mas a atriz era inglesa.

Coletivo - O cenário das gravações no Abbey Road Studios foram vocês que criaram?
Ricardo -
O cenário é próprio deles, teve toda uma iluminação especial com direção inglesa. Levamos a Joana que foi quem dirigiu o DVD.

Coletivo - Por que em um dos clipes tu apareces tocando com uma guitarra da Hello Kitty?
Ricardo -
(risos) Sempre gostei de causar polêmica. O pessoal ficava zuando e pedindo pra eu pegar a guitarra da Hello Kitty e me mandavam levar pro palco, já imaginou você chegar ao show com uma guitarrinha de papelão rosa? Foi muito engraçado e divertido!

Coletivo - Fale um pouco sobre a gravação com a orquestra inglesa em uma das músicas?
Ricardo –
Foi lindo! Gravamos com a orquestra Octeto de Cordas, eu chorei muito na gravação e em várias horas, não várias horas, mas em várias horas, pois não posso chorar várias horas seguidas (risos).

Coletivo - Qual é o custo de fazer esse tipo de gravação?
Ricardo -
É caro, pois é uma equipe grande, ainda com hotel e comida para manter o pessoal. Não temos uma gravadora somos nós que bancamos todos os custos, mas é uma grana.

Coletivo - Como é ser recordista em trilhas sonoras nas novelas?
Ricardo -
Para nós é bom se o personagem ficar em alta, por exemplo, o personagem da novela das nove que ficava com a atriz Juliana Paes, tinha uma trilha boa, mas agora o ator (Márcio Garcia) não faz mais par romântico com ela, o que faz com que a música caia, não estando mais em alta.

Coletivo - Essa historia de download não prejudica vocês?
Ricardo -
A gente tem um público bacana bem fiel, que sempre compra os nossos discos. Não podemos cobrar os downloads, pois temos vários artistas que gravaram conosco, então teríamos que pagar os direitos autorais o que seria muito custo.

Coletivo - Como é a rotina do Roupa Nova?
Ricardo -
Não temos tempo de fazer nada, ficamos o tempo todo viajando, mas graças a Deus fazemos muitos shows.

Coletivo - Qual a receita para continuar com esse sucesso?
Ricardo -
Eu não falto nenhum show (risos). A gente não briga, não temos stress, nós falamos tudo na cara. Um faz uma coisa outro faz outra e vamos indo, é nossa vida. Eu por exemplo tenho as melhores idéias na madrugada, então levanto e vou anotando.

Coletivo - Tu se consideras um homem mulherengo?
Ricardo -
Não me considero mulherengo, mas amo as mulheres, eu amo as mulheres em excesso.

Coletivo - E essa tatuagem no antebraço?
Ricardo -
É a marca do Roupa Nova. Tenho ela há alguns anos, pois, na hora de pensar na marca, pedimos algo que tivesse seis pontas e que fosse ligado ao grupo, então ficou essa estrela.

Novembro 25, 2008

O novo Rodolfo

Arquivado em: Entrevista — jornalismocoletivo @ 12:57 pm
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Entrevista e Foto: Edimar Blazina
Universidade: IPA

Rodolfo Abrantes no camarim antes do show

Rodolfo Abrantes no camarim antes do show

Jovens e adolescentes dos anos de 1990 com certeza ouviram alguma música da banda Raimundos e, muito provavelmente, ela tenha sido cantada e composta por Rodolfo Abrantes, ou o Rodolfo do Raimundos, como ficou conhecido. O músico participou durante anos da banda que foi um dos maiores sucessos do rock nacional dos últimos tempos, até sua repentina saída no início dos anos 2000.

Milhares de fãs, programas na televisão tocando suas músicas, top 10 entre os sucessos e tudo o que a fama pode trazer, porém, isso tudo, para Rodolfo, faz parte do passado.  ”De que adiantava um disco de ouro na parede se aquilo não fazia mais sentido?”, afirma o cantor em seu testemunho.

Convertido desde 2001, Rodolfo nem de longe lembra os tempos de sua antiga banda. As letras de suas músicas agora falam de paz e sobre uma vida com Deus, o público continua sendo de jovens, mas esses não gritam mais seu nome durante a apresentação, e sim palavras como “glória a Deus” e “amém”.

Entretanto, uma coisa continua a mesma, a energia no palco e som eletrizante das guitarras. Cantando um rock “mais leve”, como define ele próprio, Rodolfo, agora em carreira solo, esteve se apresentando no evento “Marcha para Jesus”, em Porto Alegre, onde concedeu esta pequena entrevista.

Jornalismo Coletivo: É a primeira vez que você vem a Porto Alegre em sua carreira solo?

Rodolfo Abrantes: Não, acho que já é a quarta vez, agente tem feito bastante trabalho com o pessoal da Bola de Neve, igreja da qual a gente faz parte, e na minha vida com cristo eu já vim aqui outras vezes sim.

Coletivo: O seu nome ainda é muito associado a sua antiga banda, como Rodolfo ex Raimundos, você tem contato ainda com eles?

Rodolfo: Não tenho. Desde que saí (da banda) eles seguiram o caminho deles e eu segui o meu.

Coletivo: Nesta sua nova fase, pós-conversão, você mudou muito. O público é difer"Procure a verdade", diz Rodolfo aos antigos fãsente, a letra é diferente, mas o som ainda é o mesmo. Você acha que esse ritmo mais agitado assusta ainda quem está acostumado com o som gospel mais calmo e tradicional?

Rodolfo: Eu não acho tão parecido assim não, o som é mais leve. O que eu tocava de mais leve lá (no Raimundos) é o que eu toco de mais pesado hoje, em termos de barulho mesmo, de volume. O povo cristão tem aberto a mente principalmente, para outros estilos envolvendo a adoração. Não é simplesmente uma música lenta, existem pessoas com tradicional adorando a Deus, com Hip-Hop adorando a Deus, com Punk Rock e no momento que essas pessoas adoram, essa musica perde o nome, vira tudo louvor e adoração. A grande graça em ser cristão é fazer tudo em louvor a Jesus, não importa o estilo.

Coletivo: Algumas pessoas que ainda estão acostumadas a sua imagem anterior vão ler esta entrevista, além de muitos jovens universitários, algum recado para essas pessoas?

Rodolfo: Como todo o universitário tem que ter acesso a informação eu aconselho a buscar a informação. Os grandes meios de comunicação não gostam muito do povo evangélico, por que representam um prejuízo para o sistema, tudo o que sai a respeito de cristão é negativo. Eu aconselho a buscar informação e ver que existem milhares de famílias sendo restaurados, milhares de viciados sendo recuperados, prostitutas tendo seu caráter transformado, tendo uma vida nova e sendo mães de família. Eu sei que Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente e ele continua fazendo coisas maravilhosas, se informe a respeito do que Deus está fazendo hoje e com certeza ele quer pegar você também.

Saiba Mais:

Rodolfo Abrantes formou o Raimundos em 1987, em Brasília, inspirado pela banda Ramones. Após anos de sucesso deixou a banda em 2001, após sua conversão a igreja evangélica Bola de Neve. Participou da banda gospel Rodox e hoje atua em carreira solo. Lançou em 2007 o CD “Enquanto é dia” com composições suas.

Novembro 18, 2008

O futuro do jornal impresso por Telmo Flor

Arquivado em: Entrevista — jornalismocoletivo @ 3:09 am
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Matéria: Clarissa Madalozzo e Edimar Blazina
Foto: Uriel Gonçalves
Universidade: IPA

ed-0034Ele é diretor de redação do jornal mais antigo e tradicional de Porto Alegre, em 1986 trabalhou na Rádio Guaíba, até entrar no jornal impresso, o Correio do Povo, ambas as mídias pertenciam à família Caldas Jr. Em 2007, a mídia foi comprada pelo Grupo Record, mas antes da transferência, ele já assumia o comando ao se tornar o diretor de redação no ano de 1992, e que perdura até hoje. Ele é Telmo Borges Flor, do Correio do Povo.
Telmo concedeu uma entrevista para o Universo IPA, e abriu uma porta para os estudantes de jornalismo que sonham em estagiar, e quem sabe trabalhar, numa mídia, como a do Correio.   (mais…)

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